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Mostrando postagens de julho, 2008

Futuro

Acho que seria muito pedir para saber o futuro. Depois de tantos anos a fazer a mesma coisa, até me custa pensar na incerteza do futuro. O que vou eu fazer a seguir? Continuar o legado familiar e virar agricultora jovem, para sacar uns subsidios? Ir trabalhar para a mesma fábrica que o meu pai e o meu irmão? O que podia tornar quase uma empresa familiar, não fosse o caso da empresa n ser nossa e o trablharem lá mais pessoas que não fazem parte da minha familia nem em vigésimo grau. Daqueles que só se conhecem quando vamos a casamentos e baptizados. Ou será, que irei trabalhar na área do turismo? Dias e dias de barriga ao alto! Eu preferia fazer o estágio profissional na Europa, mas quem sou eu para pedir o que quer que seja. A ver vamos... Antes disso bora lá gozar umas merecidas férias. Don't worry! Be panic!

Ruas

As ruas já se encontravam sós Ninguém por elas caminhava A hora tardia passava como a aragem da noite Não estavam todas ruas iguais? Por elas caminhava uma alma solitária Que palmilhava as pedras da calçada E procurava algo com que se identificasse Uma casa, Uma pessoa, Mas as casas estavam serenas Pessoas já não se viam Os olhos cabisbaixos, De vez em quando Soltavam uma ou mais lágrimas Que limpavam as pedras calçada Calçada cansada Por onde tantos passam Ignorada

Silêncio

Não abro a boca Escrevo num papel O que vai cá dentro Quando sai sabe a fél As palavras magoam tanto Com uma dor intensa Tenho pena de assim ser Mas não consigo ser diferente Como iria eu dizer o que sinto Expresso melhor em palavras Errado não abras a boca Não escrevas num papel Senao a tua amargura Vai saber a fél