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Mostrando postagens de julho 2, 2008

Ruas

As ruas já se encontravam sós Ninguém por elas caminhava A hora tardia passava como a aragem da noite Não estavam todas ruas iguais? Por elas caminhava uma alma solitária Que palmilhava as pedras da calçada E procurava algo com que se identificasse Uma casa, Uma pessoa, Mas as casas estavam serenas Pessoas já não se viam Os olhos cabisbaixos, De vez em quando Soltavam uma ou mais lágrimas Que limpavam as pedras calçada Calçada cansada Por onde tantos passam Ignorada